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26/01/2010 - Quebra na safra de arroz do Rio Grande do Sul

No meio da lavoura novamente alagada o agricultor Paulo Prochnow confere o arroz plantado em Agudo, na região central do Estado. Ele calcula que dos 60 hectares cultivados, 24 estão perdidos. Só as partes mais altas resistiram às enchentes.

“O arroz suporta uma lamina de água de dez a 15 centímetros, que é o sistema de irrigação normal da planta. Mas no estágio em que estava a lavoura no sistema reprodutivo, produzindo cachos para produzir sementes, ele não agüenta muitos dias debaixo da água. A planta simplesmente apodreceu”, explicou seu Paulo.

A cheia do rio Jacuí transformou a paisagem do lugar. Crateras foram formadas pela força da água. Em Agudo, a Emater calcula perdas de 50% nas lavouras de arroz.

Em todo o Rio Grande do Sul, as perdas chegam a um milhão de toneladas, o que representa 15% da produção do Estado. Mil e oitocentos produtores foram atingidos pelas cheias nos últimos três meses. A maioria na região central, onde 65 mil hectares ficaram inundados.

Na quinta-feira, os arrozeiros se reuniram com representantes do governo federal para pedir ajuda, já que a maioria dos agricultores perdeu a única fonte de renda.

“Precisa injetar algum tipo de recurso para que eles possam reconstruir e sobreviver. Este recurso tem de vir rapidamente e de uma forma que não seja aos juros de mercado”, alertou Maurício Fischer, presidente do Irga.

Segundo a Emater do Rio Grande do Sul, apesar da chuva ter prejudicado muito o Estado nos últimos meses, no geral, a safra de grãos deve ser boa.


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