
As regiões Sul e Sudeste do Brasil, que, juntas, respondem por 60% da safra nacional de feijão - estimada em 3,64 milhões de toneladas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) -, já começam a acusar as perdas decorrentes do excesso de chuvas. No Paraná, responsável por 20% da produção brasileira de feijão, a quebra desta primeira safra (plantada em outubro e colhida a partir de dezembro) deve ser de 11% em relação ao volume previsto no início do plantio. Na área cultivada, de 321,13 mil hectares, dos quais 65% já foram colhidos, a expectativa do Deral (Departamento de Economia Rural) é de alcançar 476,62 mil toneladas. Mesmo com as perdas já registradas, a produção desta primeira safra de feijão do Paraná, ainda será, pelo menos, 13% superior à do ciclo 2008-2009. O problema está sendo o preço. A saca de feijão preto tem sido negociada a R$ 57,30, valor 20% inferior ao do ano passado, quando a seca tinha elevado a cotação do grão. O Deral acredita que esses preços baixos deverão desestimular o plantio da segunda safra (plantada em fevereiro e colhida em abril). A estimativa do órgão é de colher 347,72 mil toneladas, em queda de 4% na comparação com a de 2008-2009. No estado de São Paulo a situação é semelhante à do Paraná e, em decorrência dos preços baixos, a queda na área plantada da segunda safra pode passar de 50%. Mas a expectativa é de que o mercado comece a reagir só a partir de abril, quando for confirmada essa redução de oferta da segunda safra.