Este espaço é dedicado a estudantes e demais interessados em ampliar conhecimentos sobre a CAMIL e a indústria de beneficiamento de grãos no Brasil. Aqui você encontra informações úteis para pesquisas e trabalhos escolares. Caso o assunto que você precisa não seja encontrado, entre em contato conosco clicando aqui.

01. Apresentação da Empresa
02. Unidades Camil
03. Características do mercado de feijão
04. Principais produtos
05. Arroz: tipos, qualidade, valor nutritivo e consumo no Brasil
06. Arroz classes e tipos para fins de comercialização
07. Plantio do arroz: clima e temperatura
08. Irrigação do arroz: origem, locais, métodos e vantagens
09. Cultivo do arroz: doenças, insetos e pragas
10. Colheita do Arroz: métodos e período ideal
11. Armazenagem do arroz: modalidades e temperatura
12. Beneficiamento e secagem do arroz
13. As vantagens dos subprodutos do arroz
14. Consumo de feijão no Brasil: tipos e comercialização
15. Plantio do feijão: clima e temperatura
16. As variedades de feijões
17. Cultivo do feijão: doenças e pragas
18. Armazenamento do feijão: tempo, temperatura, métodos
19. Beneficiamento do Feijão
20. Características do mercado de feijão

01. Apresentação da Empresa

O nome CAMIL significa Cooperativa Agrícola Mista Itaquiense Ltda. A Camil Alimentos é a maior empresa de arroz do Brasil, produzindo mensalmente um volume total de 33,2 mil toneladas de arroz e 4,3 mil toneladas de feijão. A base de crescimento da empresa veio de pequenos varejos, prestação de serviços just in time e inovações tecnológicas e comerciais. Atualmente, a empresa conta com 18.000 clientes ativos, que representam em volume de vendas os seguintes valores: R$ 334 milhões (2001); R$ 420 milhões (2002); R$ 534 milhões (2003); R$ 659 milhões (2004); R$ 725 milhões (2005) e 690 milhões (2006, estimado).

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02. Unidades Camil

Além dos locais para recebimento e armazenagem dos produtos, a CAMIL está presente estrategicamente em vários Estados brasileiros. Dessa forma, clientes e consumidores CAMIL podem contar com um sistema de logística integrado, que faz com que os produtos cheguem mais rápido e com menores custos a seus destinos finais. Para saber mais, visite a área de Negócios, neste site.

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03. Características do mercado de feijão

• Costumes regionais.
• Consumo concentrado nas variedades “carioca” e “preto”.
• Os tipos de feijão mais consumidos são o Carioca / Carioquinha, o Rosinha, o Jalo e o Roxinho, nessa ordem.
• Feijões são comprados em torno de 82% em pacotes, 6% a granel e 6% de ambos os modos.
• Camil é a marca de feijão mais consumida no Brasil seguida pelas marcas Kicaldo, Tio João, Broto Legal, entre outras.
Fonte: Instituto Paulista de Pesquisa de Mercado (IPPM)

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04. Principais produtos

• Arroz -87,80%
• Feijão - 11,25%
• Quase Pronto - 0,07%
• Óleos -0,53%
• Outros - 0,35%

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05. Arroz: tipos, qualidade, valor nutritivo e consumo no Brasil

De acordo com algumas pesquisas, o Maranhão foi o Estado onde primeiro se deu o cultivo do arroz, em 1745. Entretanto, existem indícios de que o arroz tenha sido introduzido no País por volta de 1550.

Há vários tipos de arroz: o beneficiado polido, mais consumido pelos brasileiros, o integral e o parboilizado. O arroz integral consiste no produto descascado, sem polimento. O parboilizado, ou pré-cozido, antes das etapas de descasque e polimento, passa por um processo hidrotérmico que resulta na gelatinização parcial ou total do amido.

Para os brasileiros, arroz de qualidade é aquele que tem alto rendimento de grãos inteiros no beneficiamento, grãos longo-finos (agulhinha), aspecto translúcido, bem polido, e que fica solto, enxuto e macio, depois de cozido.

O valor nutritivo do arroz depende, principalmente, de seu conteúdo protéico, cerca de 7% no polido e de 8% a 9% no integral. A proteína do arroz contém os oito aminoácidos essenciais ao homem. O cereal é excelente fonte de carboidratos, contém baixo teor gordura e não tem colesterol.

O consumo per capita de arroz no Brasil corresponde a 67,7 kg/hab./ano do produto em casca, ou 48,7 kg/hab./ano do beneficiado polido.
Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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06. Arroz classes e tipos para fins de comercialização

As classes comerciais do arroz: longo-fino, longo, médio e curto, definidas pelas dimensões dos grãos inteiros, após descasque e polimento. As dimensões dos grãos para enquadramento em classe comercial encontram-se estipuladas na Portaria Ministerial nº 269, de 17/11/1988, como segue:

Longo-fino: comprimento igual ou superior a 6 mm; espessura de 1,9 mm, no máximo; relação comprimento/largura de 2,75 mm, no máximo.

Longo: comprimento igual ou superior a 6 mm.

Médio: comprimento entre 5 mm e até menos de 6 mm.

Curto: comprimento inferior a 5 mm.

O arroz Tipo 1 é o que apresenta menor porcentual de defeitos, enquanto que o tipo 5 apresenta maior porcentual.
Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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07. Plantio do arroz: clima e temperatura

A cultura do arroz é praticada em quase todos os Estados e está sujeita a condições climáticas bastante distintas. Assim, a precipitação pluvial, a temperatura do ar, a radiação solar e o fotoperíodo (tempo compreendido entre o nascer e o pôr-do-sol) podem afetar a produtividade. Na maioria dos cultivares o fotoperíodo ideal é cerca de 10 horas. A temperatura ótima para o desenvolvimento do arroz situa-se entre 20ºC e 35ºC para a germinação, de 30ºC a 33ºC para a floração e de 20ºC a 25ºC para a maturação.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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08. Irrigação do arroz: origem, locais, métodos e vantagens

No Brasil, as primeiras lavouras comerciais de arroz irrigado por inundação contínua datam do início do século 20 e foram implantadas no Rio Grande do Sul, no município de Pelotas, em 1904. O método de irrigação mais comum no Brasil é o contínuo. Entre as vantagens do processo, está o fato de propiciar produtividades maiores que as obtidas em condições de sequeiro.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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09. Cultivo do arroz: doenças, insetos e pragas

No Brasil, não existe nenhuma doença bacteriana comum em lavouras. Contudo, já foi registrada a ocorrência das seguintes doenças: podridão-marrom-da-bainha, lista-parda e podridão-marrom. Entre as doenças viróticas é comum na América Latina a hoja blanca, que não foi registrada no Brasil. As doenças fúngicas mais comuns são a brusone, a escaldadura e a mancha-de-grãos. A queima-das-bainhas é outra doença economicamente importante no ecossistema de várzeas.

O arroz pode ser atacado por insetos desde a semeadura até a colheita. Inicialmente pode haver danos severos às sementes, causados por cupim subterrâneo em arroz de terras altas e, no sistema pré-germinado de arroz irrigado, o coleóptilo e a radícula das sementes podem ser destruídos pelo gorgulho-aquático. Ao final do ciclo, o arroz maduro pode ser infestado pelos gorgulhos e pela traça-dos-cereais, que irão causar prejuízos aos grãos armazenados.

A posição ocupada por uma praga em determinado local varia de um ano para outro. Em âmbito nacional, as pragas de maior importância nas principais regiões produtoras de arroz são percevejo-do-colmo, lagarta-dos-arrozais, gorgulho-aquático ou bicheira-da-raiz, percevejo-das-panículas, broca-do-colo, cupins-rizófagos, cigarrinhas-das-pastagens, broca-do-colmo, lagarta-do-trigo, cascudo-preto/bicho-bolo, lagarta-dos-capinzais, formigas, pulgão-da-raiz e pulga-da-folha.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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10. Colheita do Arroz: métodos e período ideal

A colheita do arroz pode ser realizada por três métodos: manual, semimecanizado e mecanizado. Há um período certo para colher o arroz. Quando o arroz é colhido muito cedo a produção é afetada pelas espiguetas vazias e grãos que não alcançaram desenvolvimento completo. Se for feita com combinada, ocorrem também grandes perdas, pois os grãos ficam retidos no cacho. Além disso, a maior proporção de grãos verdes e gessados aumenta o porcentual de grãos quebrados no beneficiamento. Está ainda sujeito à fermentação, se não for submetido imediatamente à secagem. O arroz colhido tarde apresenta grãos muito secos e a produção é afetada pela debulha natural e pelo acamamento, tanto na colheita manual como na mecânica. A qualidade do produto comercial também é afetada pela redução de grãos inteiros no beneficiamento, porque os grãos já vão trincados para a máquina de beneficiar.

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11. Armazenagem do arroz: modalidades e temperatura

A principal modalidade de armazenamento de arroz utilizada no Brasil é em sacaria; em menor escala se usa o método a granel, em tulhas e silos. A manutenção da qualidade de sementes e grãos armazenados não depende apenas da temperatura, mas da interação desta com a umidade relativa do ar. A estocagem do arroz por 6 meses não requer a utilização de ambientes com temperaturas específicas e, em geral, a temperatura média da maioria das regiões brasileiras, na época da entressafra do arroz, é adequada para esse fim.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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12. Beneficiamento e secagem do arroz

O beneficiamento é conjunto de operações a que a semente é submetida desde sua entrada na unidade de beneficiamento até a embalagem e a distribuição, com o objetivo de melhorar a aparência e a pureza dos lotes, bem como protegê-los contra pragas e doenças. A secagem é um procedimento muito comum e tem por objetivo desidratar a semente até um baixo nível de umidade.

Assim, ela se mantém viva por períodos mais longos, com menor risco de perda de qualidade fisiológica.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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13. As vantagens dos subprodutos do arroz

O óleo de arroz é um produto de grande potencial nutricional, indicado para utilização doméstica. Suas características antioxidantes possibilitam seu aproveitamento como conservante. Pode também ser utilizado como combustível. Já a casca de arroz pode ser utilizada na fabricação de diversos produtos, como componente da alimentação animal, material de cama e ninho para animais, material de construção na confecção de tijolos e de barcos, fonte de sílica e de carbono etc.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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14. Consumo de feijão no Brasil: tipos e comercialização

O tipo de feijão mais comercializado no Brasil é o feijão tipo carioca, abrangendo cerca de 70% do total produzido no País. No Brasil, em termos de eficiência e custo da comercialização, o feijão é um dos produtos que percorre maiores distâncias entre o produtor e o consumidor. Isso porque existem, no Brasil, diversas regiões de produção que oferecem feijão em épocas diferentes. Assim, cada região do País pode tanto exportar, quanto importar para outras regiões em determinados momentos.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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15. Plantio do feijão: clima e temperatura

Cultivado em quase todo o Brasil, o feijão é submetido a várias condições de clima, com precipitação pluvial, temperatura do ar e radiação solar diferentes, que afetam a produtividade em diferentes intensidades. A temperatura do ar é um dos elementos climáticos de maior importância. Em geral, os valores de temperatura do ar devem estar em torno de 29ºC a 21ºC (dia/noite).

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16. As variedades de feijões

As variedades de feijões recomendadas para os principais Estados produtores do Brasil são as seguintes:

• Grupo Preto
BR Ipagro 1–Macanudo: Rio Grande do Sul
Diamante Negro: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais;
Varre-Sai: Rio de Janeiro;
BR Ipagro 3–Minuano: Rio Grande do Sul:
BR IPA 10: Pernambuco, Rio Grande do Norte;
Ônix: Goiás, Distrito Federal, São Paulo
Xamego: Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo e Paraná;
BR Ipagro 35–Macotaço: Rio Grande do Sul;
BR Ipagro 44–Guapo Brilhante: Rio Grande do Sul;
BRS Valente: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grasso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

• Grupo Carioca
Aporé: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraná, São Paulo e Rondônia;
Pérola: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo;
Princesa: Pernambuco.

• Grupo Mulatinho
Corrente: Bahia e Rio Grande do Norte;
Bambuí: Bahia.

• Grupo Roxo
Safira: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e São Paulo.

• Grupo Rosinha
Emgopa 202-Rubi: Goiás e Distrito Federal.

• Grupo Manteigão – Tipo Jalo
Jalo Precoce: Goiás, Distrito Federal, Bahia, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso;
Novo Jalo: Minas Gerais.

• Grupo Manteigão – Tipo Rajado
BRS Radiante: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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17. Cultivo do feijão: doenças e pragas

As principais doenças que atacam o feijoeiro, causadas por fungos que sobrevivem no solo, são as podridões radiculares; a murcha de fusário, o mofo-branco, a podridão-cinzenta da haste, a murcha-de-esclerócio e a mela ou murcha-de-teia-micélica. Entre as principais doenças fúngicas, podem ser citadas a antracnose, a mancha-angular, a ferrugem, a sarna, o carvão, o oídio e a mancha-de-alternaria. As doenças bacterianas mais comuns em lavouras de feijão comum, no Brasil, são o crestamento bacteriano comum e a murcha-de-curtobacterium. As principais pragas incluem a mosca-branca, vaquinhas, cigarrinha-verde e carunchos.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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18. Armazenamento do feijão: tempo, temperatura, métodos

Quanto menos tempo ficarem armazenados, melhor será a qualidade dos feijões. A condição de temperatura mais favorável, por um período de 6 meses, deve ser um ambiente frio, mas não abaixo de zero, sendo o ideal entre 20ºC e 25ºC, e umidade relativa média de 75%. O armazenamento de feijão pode ser feito por dois métodos: a granel ou em sacaria. No Brasil, em geral, prevalece a sacaria. No Nordeste, é mais comum o armazenamento de pequenas quantidades, normalmente até uma tonelada, em pequenos cilindros metálicos, tambores, garrafas, entre outros, abrigados das intempéries, usualmente num cômodo da própria residência.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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19. Beneficiamento do Feijão

No beneficiamento, o feijão destinado ao consumo é apenas escovado por uma máquina na unidade de beneficiamento. Esta operação é feita para melhorar sua aparência, pureza física e varietal, bem como sua germinação e vigor.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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20. Características do mercado de feijão

bull; Costumes regionais.
• Consumo concentrado nas variedades “carioca” e “preto”.
• Os tipos de feijão mais consumidos são o Carioca / Carioquinha, o Rosinha, o Jalo e o Roxinho, nessa ordem.
• Feijões são comprados em torno de 82% em pacotes, 6% a granel e 6% de ambos os modos.
• Camil é a marca de feijão mais consumida no Brasil seguida pelas marcas Kicaldo, Tio João, Broto Legal, entre outras.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento(Conab)
(1) Estimativa

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